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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012










Milagre

Fui entretecido
Ocultado
Protegido
Fui segredo revelado por Ti
No Teu tempo
Sem pressa...
Sou projeto Teu
Sou Teu sopro de vida
Sou barro modelado por Tuas mãos.
Todos os meus dias são conhecidos por Ti
E tu já providenciaste suprimento para cada um deles
Sou porque Tu permites
Sou porque tu me amaste antes
Sou porque Tu és eternamente!


terça-feira, 19 de abril de 2011

2011




Pelas vítimas da chuva

Escutai a nossa prece


 
Pelas vítimas da dengue

Escutai a nossa prece


 
Pelas vítimas do terremoto

Escutai a nossa prece


Pelas vítimas do tsunami

Escutai a nossa prece


 
Pelas vítimas do tornado

Escutai a nossa prece


 
Pelas vítimas de Realengo

Escutai a nossa prece


 
Pelas vítimas do ódio

Pelas vítimas da política

Pelas vítimas do abandono

Pelas vítimas da mentira...



Escutai, Senhor, a nossa pressa!




sexta-feira, 8 de abril de 2011

Sentido da dor -

(Aos pais de Realengo)


Dores dos outros
Dores iguais
Dores diferentes
Mesmas dores
Dores machucam sempre.


O corte pequeno
O profundo corte
O tapa de leve
A bofetada
A dor do adeus
A da chegada
Dores profundas na mente


A dor do parto
Quase sempre esquecida
A dor da lida
Do dia-a-dia
A dor da bronca merecida
A do castigo que se deve
Dores machucam sempre


A dor da tragédia
Incompreendida
Da fatalidade
Surpreendida
Da bala achada
Na filha perdida
Dores profundas na mente


Do desespero da verdade
Da incompreensão
Da insanidade
Do choro contido
Do choro gritado
Da estupefação diante do fato
Dores machucam sempre


A dor de ser
De ser pai
De ser mãe
Sem mais o filho ter
Dores machucam sempre
Dores profundas na mente!

terça-feira, 8 de março de 2011

Sou mulher!




Gordinha
Magrinha
Alta
Baixinha
Preencho a vida de alguém
Calada
Faladeira
Concentrada
Distraída
Aninho em meu ser outro ser
Sou mulher!
Caseira
Saideira
De família
Ou nem tanto
Sou incógnita, distribuo porquês
Aos prantos
Às gargalhadas
Perfumada
Ou suada
Por onde passo, encanto
Sou assim:
Transbordo vida
E se nem sempre sou boa...
Com certeza, sou mulher
Teu complemento perfeito.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Sábado

A lua é nova
A noite quente
Ruas e bares repletos de gente
Sorvete
Chopp
Cerveja
Música
Petiscos
Conversa.
A pele transborda sentidos
A noite apenas começa...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Circo



O palco.
O drama.
A plateia.

Ora aplausos,
ora vaias.
Sempre crítica.

O palco.
O drama.
A plateia.

Os personagens?

— Todos!

Aplaudidos ou aplaudindo.
Vaiados ou vaiando...

Sempre criticados.

Mudam-se as posições,
mas o drama continua!

Aos seus lugares, por favor.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Luto

Sem palavras possíveis,
com toda perplexidade
com o coração represando lágrimas:

"Eia Sus", Teresópolis!

domingo, 2 de janeiro de 2011

Mudez


Faltam-me palavras
De todas que conheço
Nenhuma me serve
Olham para mim
Zombam de mim
Brincam com minha ansiedade
Todas elas caladas
Inexpressivas
Congeladas
Quero apenas uma
Uma que expresse
O sentimento
Deste fim de domingo
Apenas uma
Inteira ou meia
Só pra traduzir
A poesia deste momento
Mas, cadê?

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Controvérsia



Controvérsia

A Paixão andava pelas esquinas
Achando tudo muito monótono
As pessoas muito ocupadas...
Estava completamente abandonada.


O Amor cabisbaixo encontrou-a num esbarrão
Sentaram num banco de praça
Conversaram por um tempo
Reclamaram da situação.


- Ninguém mais tem tempo pra se apaixonar...
- Eu que o diga! Amar então nem pensar!
Entre lamúrias e muxoxos avistaram um ser
Observando o banho de pássaros num chafariz


Aproximaram-se cuidadosos
Olharam bem para o ser que escrevia em um papel
A alegria de ambos foi enorme,
Mas o Amor... este se sentia profundamente feliz


- A humanidade está salva! Gritava, afoita, a Paixão
- O Amor, mais sereno, procurava agir com razão
Estavam por tanto tempo esquecidos
Que tinham perdido o jeito.


O Amor então propôs que a Paixão fosse primeiro
Preparasse o caminho naquele ser perfeito
Dito e feito.
O ser logo foi tocado e passou a observar tudo a seu lado


O que antes eram palavras no papel, passou a ser poesia
E com o coração aos pulos, o ser sempre escrevia
Completado o tempo da paixão,
Aos poucos o peito adormecia.


Um tempo, então, chegou de profunda calmaria
Quem não soubesse, podia pensar que a vida morria
Mas que nada! Ledo engano dos ingênuos afobados
O que ali acontecia já estava planejado


Dentro do peito do ser, um casulo se formou
Nele, a vida se completava sem pressa, sem temor
No tempo determinado o coração desabrochou
E a poesia harmonizou-se em sinfonia




Mas uma questão infelizmente restou
Amor e Paixão não chegam a um acordo:
O Amor permanece porque o poeta existe?
Ou o poeta existe porque o Amor permanece?

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Holofotes




O raio atingiu a casa:
queimou o telefone,
o computador,
a televisão,
o rádio,
a máquina de lavar.

Assustou todo mundo!

Pura pirraça...





domingo, 26 de dezembro de 2010

Forma




Qual a forma da saudade?
A de um abraço
Quando tudo que queremos
É sentir outra vez
O corpo do outro.
A de ondas sonoras
Quando é imprescindível
Ouvir de novo
Aquela voz!
A do ar em movimento
Quando é o perfume alheio
Que nos alimenta
A da boca
Se morremos pela distância
Do beijo mais que desejado


Qual a forma da saudade?
A tua completamente.


sábado, 18 de dezembro de 2010

Soul



Dentro 

Há lugares secretos

Que teme vasculhar

Sentimentos incompreensíveis

Tristezas encobertas

Paixões inconfessáveis...

Dentro 

Há túneis

Que levam aonde teme chegar

São repletos

De enigmas

Convidam à coragem

E quer se acovardar

Dentro 

Há vias sinuosas

Coloridas

Abrasadoras

Cheirando a sedução

Experimenta-as com receio

De contaminar o coração

Feito criança brinca com fogo

Esquenta-se

Mas não se deixa queimar

Provoca

Mas não se deixa levar

Anda sobre o fio

Mas com cordas pra segurar

Tenta viver

Reviver

Sobreviver

Sem ser consumida por esta fogueira

Que existe dentro.

Ladrão


Um bougainville
roubou meu olhar:

meu dia amagentou-se!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Ser

Ser

Adoro a sensação
Da água que desce por minha garganta
amainando a sede
Da chuva que me molha abrandando o calor
Da tarde virando noite bordada
Do vento acarinhando meu rosto
Do tecido leve e macio confortando meu corpo


Adoro a sensação
Da palavra dita com amor
Do sorriso correspondido no momento exato
Da mão que encontra seu par
Dos olhos que se veem noutro olhar


Adoro a sensação
De ser indivíduo, único
De ser comum, plural
Do meu rosto se parecer com outros
Do meu rosto ser somente meu


Adoro a sensação
De ser especial
E de conviver com outros tão especiais quanto


Adoro ser parte,
Ser todo,
Ser humano!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Íntimo

Uma é conhecida
Amada
Tranqüila
Amiga


A outra,
Misteriosa
Esperta
Dissimulada


Uma:
Contida
Santa
Previsível
Sofredora


Outra:
Extrovertida
Assanhada
Profana
Surpreendente
Desconhecida


Uma lê
Outra escreve
Uma ouve
Outra canta
Uma cala
Outra expõe
Uma timidez
Outra delírio
Uma revelada
Outra disfarçada
Uma sim
Outra talvez


Uma amor
Outra paixão
Uma e Outra enclausuradas
Limitadas no mesmo ser
Uma querendo ser Outra
E Outra querendo ser Uma.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Nova


Fiz as malas
Limpei as gavetas
Joguei fora as recordações
Mudei de rumo
Parti.
Passos firmes em direção ao desconhecido
Coração descompassado pela ansiedade
Resolvida .
Cabelos pintados
Visual renovado
Caminho novo
Vida nova
Nunca mais você
Nunca mais você e eu
Tudo perfeito.


Fiz as malas
Limpei as gavetas
Joguei fora as recordações
Decidi ser só eu ... e a saudade.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Dependência


Saudades da bebida
Que bebia da tua boca
Gosto sem igual
Que nunca mais senti


Saudades do teu suor
Misturado ao meu
Colando nossos corpos
Numa simbiose perfeita


Saudades do descontrole da minha alma
Do descontrole da minha mente
Do descontrole dos nossos corpos
Do gozo iminente


Saudades da minha alegria com você
Da minha mão na sua
Do teu abraço carinhoso
Do vinho tomado juntos
Da conversa cotidiana...


Saudades de ti
Saudades de mim
Saudades de nós
Saudades sempre.

Tesão




Frizzzzzzzzzzzzz
Arrepio de pele
Paixão exposta.


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Intrusa




Aquela saudade, velha conhecida,
chegou hoje sem aviso,
sem arranjar desculpas
Instalou-se dona do pedaço.
Sentou na sala de estar,
colocou os pés sobre a mesa.,
mudou o canal da tv.
De soslaio, olhou-me com um sorriso irônico
E eu de novo pensando em você.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Birra



Não quero beijos
Não quero abraços
Quero estar só
Quero ouvir minha respiração
Quero ouvir meus pensamentos
Desliga o som da chuva que cai lá fora
Desliga o barulho dos grilos
Desliga o coral de sapos
Manda o vento parar de cantar com as árvores
Quero ouvir a melodia que toca em meu peito
E adormecer.