quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Âmago
sábado, 15 de outubro de 2011
Retardamento
Em câmera lenta.
Sol morno
Vento fraco
Cheiro de terra molhada no jardim do vizinho
Olhar suspenso
Fala suspensa
Bicho cabeludo
Forrrrrrrrrmiga
Espreguiçadeira
s-l-o-w-m-o-t-i-o-n
Súbito,
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Crença
Acredito no vento miudinho da manhã
Que sopra pra longe nuvens espessas
Acredito no primeiro raio de sol
Que dissipa toda a escuridão
Acredito que por mais densa
Escura
E longa
A noite tem um fim
No primeiro filete de sol
Da manhã de vento miudinho
domingo, 18 de setembro de 2011
Olhos nos olhos
Meus olhos são naves partidas
De um planeta distante
levando sonhos
levando desejos
levando saudades
levando confissões mudas...
Meus olhos são naves partidas
De um íntimo desconhecido planeta
Levando lágrimas
Levando confidências
Levando tristezas
Levando alegrias...
Meus olhos são naves perdidas
Passando por galáxias
Passando por constelações
Passando por buracos negros
Cruzando o infinito
Meus olhos são naves
Que na imensidão do universo
Encontra abrigo
Somente nos teus.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Nostalgia
Mergulho
Encharco-me
Embebedo-me
Recebo-a educadamente
Danço com ela sob a luz da lua
Tomamos vinho
Ouvimos música
Conversamos...
Deixo que um nó, levemente,
Aperte minha garganta
Depois de tudo, despeço-a!
Mando-a embora sem cerimônia
E a vida continua, surpreendentemente,
Renovando-se
sábado, 13 de agosto de 2011
Contrários
Vou aos ares num impulso
Volto à terra pés no chão
Vou aos ares na vertigem
Volto ao pó, à razão
Ora sou ave liberta
Ora raízes profundas
Ora de braços abertos
Ora com pesada paixão
Ora gargalhada estridente
Ora lágrimas, comoção...
Mas é no átimo de tempo
No equilíbrio do pêndulo
Que reside meu coração
domingo, 7 de agosto de 2011
Solarium
Seu toque delicadamente invernal
Arrepia-me
Aconchega-me
Reaviva-me
O sol
Toca
Tudo
Que sou
Clareia
Esclarece
Ilumina
Sem subterfúgios
Torno a ser
Estampa de vida
Desnudada
Exposta
Querendo
Nesta
Manhã
Nova
Ser.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Férias
Não quero pensar
Não quero achar palavras
Não quero encadear ideias
Não quero encontrar o ritmo.
Salve a cacofonia
Viva a dislexia
Que venha a disritmia
Quem sabe a prolixia
(existe?)
Sei lá!
Que me encontrem o vento
O cheiro do mato
O sol morno
O céu claro
A visão das montanhas
De pernas pro ar.
Mesmo sem calção de banho
E mar sem tamanho
No bom sentido da palavra
Eu quero é baianar!
domingo, 3 de julho de 2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
sábado, 18 de junho de 2011
Sob a pele
Remexo
Tranco gavetas
Queimo papéis
Faço promessas
Refaço juras
Nada acontece.
Meu coração torce
Minha mente apaga
Mas meus sentidos não te esquecem
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Delírio extremo
De aperto de lábios
Fôlego contido
De sussurros secretos
Gritados no ouvido
De congelar minutos
De congelar as horas
De congelar os dias
Os meses
Os anos
Numa cena única de prazer.
E reviver pra sempre em câmera lenta
O frêmito do ser.
sábado, 4 de junho de 2011
Intromissão
Um fraco sol de outono
Teima em clarear
Meu desejo de escuro.
Me faz levantar
Encarar o dia
Viver!
Intrometida estrela!
Queria tanto me esconder
Não atender o telefone
Não ligar a tv
Mas lá vem o sol
e, descaradamente,
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Sapeca
Sapeca
É milho maduro
No fundo da panela
Sonhando ser pipoca
Esperando saltitar
Explodir
Aflorar
No calor escaldante.
É quente
Salgada
Saborosa.
Desperta fome
Acentua desejo
Provoca sede.
Não alimenta.
É vício.
Não precisas ter,
Mas não resistes.
Salivas
Saboreias
Devoras
Pedes bis.
Saciado, sabes:
É teu maior prazer.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Bruma
Não falo
Não ouço
Não choro
Não sorrio
Desista!
Não estou!
Ando por aí
Por pensamentos perdidos
Por lembranças confusas
Por abraços não dados
Por beijos só desejados
Ando por aí,
Onde não há.
Vago, esmaeço:
Leve pluma,
Fumaça,
Nuvem,
Mariposa à sombra
Dor que não passa.
Não sei quem sou.
Estou incógnita de mim!
sábado, 28 de maio de 2011
sábado, 21 de maio de 2011
Pranto
A chuva contra minha janela,
suave, delicada,
sussurra segredos de amor perdido.
Chora baixinho sua dor,
escorre pelo vidro enfraquecida.
Não posso parar essa chuva.
Não posso parar seu lamento.
Tento, então, colhê-la.
Com a palma da mão,
ofereço carinho
à chuva que chora.
Seu pranto baixinho
ecoa em meu peito.
Tadinha da chuva,
gemendo baixinho,
espalhando no ar
seu choro de amor.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Bolero
Olho no olho
Rosto no rosto
Mão cintura
Tremor na alma
Perna a perna
Rodopio!
Mão na mão
Rosto no rosto
Compasso cordial
Pra lá
Pra cá
Rodopio!
Olho no olho
Mãos entrelaçadas
Bocas unidas
Suores trocados
Aceleração cordial
Rodopio final!
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Felina
Basta!
Eu confesso
Chega de tanto disfarce
De tanta compostura
De tanta mancha
Pra encobrir o descoberto
Pra sufocar o gritado
Não quero você
Quero o prazer que mora em ti
Não quero você
Quero o cheiro que vem da tua pele
Não quero você
Quero o gosto da tua boca
Não quero você
Quero o toque da tua mão
Não quero você
Quero o sal do teu suor
Basta!
Não sou menininha
Não sou boazinha
Sou ambiciosa
Ajo premeditadamente
Planejo cada próximo ato
Cada próximo passo
Sou interesseira
E meu maior interesse
É explodir de prazer em teus braços.
Só o que eu quero é você inteiro em mim e eu completa em ti!















