Quero ser brega!
Cantar amores rasgados
Em rimas previsíveis
Fazer combinações esdrúxulas
Decorar o quarto com coraçõezinhos de pelúcia
Desenhá-los flechados
Fazer coleção do “Amar é”
Ligar pra você anonimamente nada dizer
Escrever cartas de amor com marcas de batom
Ouvir música no rádio e chorar aos prantos
Escolher uma canção só pra nós dois.
Correr no meio da rua e me atirar em seus braços
Escrever em uma faixa: Eu amo você!
Dizer que estou “na fossa” se você não aparece
Namorar todos os domingos, quintas e sábados.
Sentar no sofá pra ver filme de amor na tv
Caminhar de mãos dadas na praça apanhando florzinhas
Desenhar num coração o seu nome e o meu.
Ser brega
Só pra gritar aos quatro ventos
Só pra viver intensamente
Este meu louco amor.
- Será que só eu sou assim?
segunda-feira, 11 de abril de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
Na onda.
Subo
Desço
Crista!
Tentativa
Erro
Crista!
Razão
Emoção
Crista!
Tempo acima
Tempo abaixo
Tempo de crista!
Se mais em cima
Se mais embaixo
Não sei!
Surfo.
sábado, 9 de abril de 2011
Decifra-me
“Eu não sou diferente de ninguém:”
Nas entrelinhas revelo segredos incontáveis
Explicitamente escondo o que você pensa conhecer
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Sentido da dor -
(Aos pais de Realengo)
Dores dos outros
Dores iguais
Dores diferentes
Mesmas dores
Dores machucam sempre.
O corte pequeno
O profundo corte
O tapa de leve
A bofetada
A dor do adeus
A da chegada
Dores profundas na mente
A dor do parto
Quase sempre esquecida
A dor da lida
Do dia-a-dia
A dor da bronca merecida
A do castigo que se deve
Dores machucam sempre
A dor da tragédia
Incompreendida
Da fatalidade
Surpreendida
Da bala achada
Na filha perdida
Dores profundas na mente
Do desespero da verdade
Da incompreensão
Da insanidade
Do choro contido
Do choro gritado
Da estupefação diante do fato
Dores machucam sempre
A dor de ser
De ser pai
De ser mãe
Sem mais o filho ter
Dores machucam sempre
Dores profundas na mente!
Dores dos outros
Dores iguais
Dores diferentes
Mesmas dores
Dores machucam sempre.
O corte pequeno
O profundo corte
O tapa de leve
A bofetada
A dor do adeus
A da chegada
Dores profundas na mente
A dor do parto
Quase sempre esquecida
A dor da lida
Do dia-a-dia
A dor da bronca merecida
A do castigo que se deve
Dores machucam sempre
A dor da tragédia
Incompreendida
Da fatalidade
Surpreendida
Da bala achada
Na filha perdida
Dores profundas na mente
Do desespero da verdade
Da incompreensão
Da insanidade
Do choro contido
Do choro gritado
Da estupefação diante do fato
Dores machucam sempre
A dor de ser
De ser pai
De ser mãe
Sem mais o filho ter
Dores machucam sempre
Dores profundas na mente!
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Delito
Corpo tatuado
Bordado
Marcado
Ferido.
Impressas por suas mãos
Cicatrizes apaixonadas
Molde de um amor infinito.
domingo, 3 de abril de 2011
Prazer
Andréa Penteado - Aquearelas
Dorso esguioPele parda
Sinais aqui e ali
Presença plena!
Você ao meu lado
Dormindo tranqüilo
Em noite serena.
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