domingo, 30 de maio de 2010

Saudades


Saudades



Um perfume que não sinto...
Uma voz que não ouço...
Um sorriso que não vejo...
Uma gargalhada que não ressoa...
Uma música que não toca...



Chovia.
Ela desceu as escadas enrolada no edredom de estimação.
Lá fora, um zangado vento salpicava folhas pelo chão. Foi até a cozinha, fez um chá, pegou alguns biscoitos.
Na volta para o quarto apanhou um livro. O dia não pedia outra coisa: ouviria música, leria um pouco ou muito, assistiria à tv. Talvez se conectasse e conversasse com alguém, que como ela, estivesse com medo de enfrentar o frio. Sorte que era feriado!
Mal chegou ao quarto, o telefone tocou. Atendeu. Do outro lado alguém perguntou por Margarida. Não havia nenhuma Margarida. Era engano. Desligou contente por não ter que conversar àquela hora.
Novamente o telefone: o mesmo engano. Margarida ali não existia. Percebeu uma certa tristeza na voz que falava do lado de lá.
Continuou tomando o seu chá, segurando a xícara com as duas mãos para aproveitar o calor, mas já não estava tão quente quanto ela gostava. Aconchegou-se na cama e pôs-se a ler. Há dias aproveitava todo tempo livre para gastar com um novo romance adquirido recentemente.
Estremeceu com o novo toque do telefone, entregue que estava à leitura. “Será que era para Margarida?” falou achando graça. Desta vez, a pessoa perguntou com quem falava e pediu desculpas por estar importunando. Disse que estava fora do país há algum tempo e precisava muito conversar com a Margarida. Ela explicou que não conhecia ninguém com esse nome. Silêncio... Tentou falar com o desconhecido, mas ouviu apenas um soluço. Um aperto tomou conta do seu coração. O telefone foi desligado e ela ficou ali a imaginar quem seria esta mulher, quem seria este homem? O que teria acontecido para que se perdessem?...
Resolveu ver um pouco de tv: desenho animado para não pensar mais em nada. Desligou o telefone da parede. Não queria participar do sofrimento alheio. Aquietou-se.
Sentia fome quando desceu até a cozinha procurando algo rápido e fácil de fazer. Almoçou em pé junto à pia. Havia parado de chover. Resolveu dar um jeito na casa, abrir as janelas. O celular tocou. Era sua mãe. Já tinha ligado várias vezes e ninguém atendia. “Onde ela estava?” “O que estava fazendo na rua com um tempo desses?” Lembrou-se de religar o telefone. Conversou rapidamente com a mãe.
O dia passou sem novidades. Saíra um pouco. Fora até a padaria, à banca de jornais... Bem no fundo de si percebia uma crescente insatisfação. Olhara algumas manchetes à procura de algo que mudasse sua vida. Sentira-se ridícula!
Em casa, fez um lanche, leu um pouco mais, conversou com uns amigos na internet. Por fim resolveu dormir. Novamente o velho edredon –companheiro inseparável de horas como as que vivia. O telefone! Atendeu. Puxa... poderia ser alguém para tirá-la do tédio... A mesma voz masculina: “Por favor queria pedir desculpas pelo incômodo de hoje” Ela sorriu. Achou divertido. Estava curiosa para saber que história se escondia atrás daquela voz. Respondeu que não havia problema algum e tentando puxar conversa perguntou se ele havia conseguido encontrar a Margarida. Arrependendo-se, imediatamente, do maldito trocadilho. A voz sorriu. Mas não lhe respondeu. Ela teve medo de que ele desligasse e quis saber o nome dele. “Alfredo”. “E agora o que dizer?” “Monica!” Meu nome é “Monica”. Riram. “Muito prazer” disseram ao mesmo tempo. Ela perguntou quando ele chegara ao Brasil. Ele o que ela fazia. Conversaram por alguns minutos. Os dois sem saber que preenchiam a solidão um do outro. Despediram-se por falta de assunto.
O relógio tocou às 7h, como sempre. Mas havia algo diferente no ar.
Trabalhou como louca. Riu com os amigos de trabalho. Contrariando sua rotina, resolveu almoçar num restaurante chinês. Deliciou-se com rolinhos primavera e saboreou sem culpa uma maçã caramelada! De volta ao trabalho, nem percebeu a hora passar. Não queria admitir, mas havia um desejo de chegar em casa. Quem sabe o telefone...
Não deu vazão aos seus pensamentos. No caminho de casa parou algumas vezes, tentando disfarçar a pressa. Comprou algumas coisas para o lanche, pegou o filme. Adorava-o!
Tomou um longo banho bem quente, passou o hidratante de costume, vestiu uma roupa confortável, porém sensual. Arrumou a mesa com capricho, preparou o lanche, sentou-se como se tivesse companhia e comeu devagar.
Não foi para o quarto. Ligou a TV em um canal de notícias, assistiu a alguns noticiários, prestou atenção à previsão do tempo. O telefone desmontou sua falsa calma. Era sua mãe.
Conversaram por mais tempo do que ela pretendia. Prometeu passar para conversar mais um pouco no dia seguinte. Desligou.
O filme sobre a mesa entrou no DVD. Pausa. Foi à cozinha e pegou um vinho. “O filme merece um bom vinho!” Play. A história começa e apesar de já tê-la visto algumas vezes se emociona. Novamente o telefone: uma amiga do trabalho. Fala rapidamente. Mente dizendo que tem visita. Volta ao filme. Adora aqueles diálogos!
O final é o que mais a emociona. Sem o glamour dos contos de fadas, faz pensar que pode acontecer a qualquer um. A ela, por exemplo.
Já é tarde, precisa levantar cedo e disposta. Uma reunião daquelas a espera no dia seguinte. Adormece meio decepcionada...
O despertador, o telefone, todos juntos, ao mesmo tempo. Sobressalto. “O que aconteceu?” Pensa na mãe e atende o telefone com o coração aos pulos. “Acordei você?” - diz a voz que ela reconhece ser do Alfredo. “Já estava acordada”, responde com um certo mal humor educado na voz. “Desculpe! É que estou saindo para caminhar... talvez você pudesse... quisesse. Pensei em convidá-la para caminhar comigo.” “Louco! Só pode ser louco! Nem me conhece e me liga a essa hora da manhã!” pensa. “Sinto muito, tenho que trabalhar fica para uma outra vez.” “Vou cobrar!” “Tá bom, Tchau.” Desliga o telefone com uma péssima impressão do tal do Alfredo. Arrependida de ter dado confiança de ter conversado com ele. “Deve ser um chato!”
Arrumou-se para o trabalho com cuidado. Certamente provocaria elogios. No carro, MPB da melhor qualidade! Queria estar pronta para a reunião.
A reunião, o dia, os elogios... tudo como ela planejara. Sentia-se poderosa, inteligente!
No final da rua onde morava havia uma pracinha que servia de retorno. Não precisava, mas foi até lá, contornou a praça numa velocidade um pouco acima do necessário: risco calculado,claro, mas agora, era também excelente motorista! Colocou o carro na garagem. Entrou em casa.
O relógio foi o primeiro a ser retirado. Os sapatos. “Odeio salto!” O cinto. “Que alívio!” jogou-se no sofá, ligou a tv. Ainda era cedo para assistir aos noticiários. A moça da faxina estivera na casa. Tudo cheirava a limpeza. Recolheu a pequena bagunça que fizera ao entrar. Subiu para tomar um banho. Sobre a cama suas roupas limpas e passadas. “Depois do banho, eu guardo.” Olhou em volta fiscalizando a arrumação. Um bilhete. Havia um bilhete sobre a cômoda. Pegou-o, caminhou até a bolsa, então colocou os óculos e leu. “Dona Mônica ligou um tal de seu Alfredo. Deixou este número. Pediu que a senhora ligasse”.
Um frio no estômago. “Ligar?” Ficou nervosa. Será que ele a convidaria para sair? Correu para o banheiro. Pensaria melhor no chuveiro.
Entrou no banheiro tentando manter sua rotina, mas um súbito desejo trouxe de volta lembranças sufocadas. “Mais essa agora! Há quanto tempo...” Sorriu. Não ligou o chuveiro. De volta ao quarto, apanhou um cd: Djavan. Estava escondido sob um amontoado de outros CDs. A capa, a foto...Quanto tempo... Pegou o pequeno rádio guardado no armário. “Será que ainda funciona?” Lembrou-se da banheira.
Colocou tudo sobre a cama e resolveu encher a banheira. Água bem quente! Procurou no pequeno armário de madeira alguns sais. Sentiu medo de que lhe fizessem mal. Tanto tempo sem uso. Preparou o próprio banho como um ritual quase sagrado. Decidira curtir toda aquela saudade, reviver todo aquele desejo. Tudo pronto. Quase. Pegou o roupão cheirando a guardado. Ia levá-lo quando avistou o outro. Pegou-o também. No bolso, a marca de sua desastrosa tentativa de bordar: uma torta letra A.Quase podia ouvir os risos da noite em que mostrara o bordado para ele. Quase podia sentir os abraços, os beijos, os pedidos de desculpas dele diante do ar de decepção dela.Nunca mais pensara naqueles momentos, nunca mais tivera tanta felicidade! Sufocou toda e qualquer tentativa de seu coração voltar àqueles tempos. Estranhamente hoje, queria recordá-los. Estava cansada. Cansada de não sentir.
Apanhou o roupão com a letra A. “Quem sabe ainda não haveria nele o mesmo perfume?” Ligou o rádio, colocou o cd... mergulhou na banheira cheia de água quente e de saudades.
Chorou. Copiosamente, chorou. Era a primeira vez que chorava. Não tinha ousado fazê-lo nem no momento da separação. Mergulhou novamente. Sentiu por não ter apanhado um vinho para comemorar aquele momento.
No Cd, sua música favorita.Na banheira uma tempestade!
Fechou os olhos e se deixou levar. Queria expurgar tudo aquilo. Queria ser gente de novo.
Riu. Tudo isso, porque um desconhecido pediu que ela ligasse. “O que havia naquela voz que a tinha feito desmoronar depois de tanto tempo?...”
A música termina, a água esfria. Envolve-se no roupão. O perfume não está mais lá, porém todo o seu corpo o sente.
Volta a música no cd e dança com suas lembranças. “A gostava tanto dela...” repetia-lhe os versos como se os tivesse feito especialmente para ela. “Que felicidade era aquela?” “Será que realmente tudo aquilo existiu?”
O telefone tocou. Estremeceu. Era sua mãe. Não sabia se sentia alívio ou ficava decepcionada. A mãe perguntou o que acontecera, por que ela estava diferente? Desconversou. Não convenceu. Falaram por quase uma hora. Despediram-se. “Cuide-se, filha!” “Tá bom.”
Deitou-se. “Tudo aquilo acontecera realmente com ela?” Encolheu-se e dormiu. Não sonhou. Dormiu feito criança. Leve, despreocupada, feliz.
Acordou com o sol rasgando as cortinas. Tinha perdido a hora. Não se lembrara de colocar o relógio para despertar. Na verdade nunca precisara dele, sempre acordara sozinha.
Apesar do atraso, arrumou-se com cuidado. Prendeu os cabelos, colocou um perfume, maquiou-se, colocou um vestido! Telefonou avisando que se atrasaria. Pegou um cd de uma banda dos anos 80. No caminho para o trabalho, parou para tomar um capuccino. Combinava com o frio, com o vestido de lã importado, com o casaco,com as botas. Combinava com ela! Percebeu que havia passado tempo demais magoada. Queria mudar. Tinha uma bela história! Tinha por que sentir saudades! Tinha por que se sentir feliz! Se não tinha dado certo, paciência. Não guardaria mais mágoas.
No trabalho, todo mundo notou algo diferente nela. Não contou nada a ninguém. Sorriu para todos que perguntaram o que havia acontecido.
O dia passou tranqüilo. Na volta para casa comprou flores: margaridas!
Ligou. Do outro lado a voz do Alfredo respondeu. Disse quem era. Ele perguntou por que ela não ligara antes. Ela não respondeu. Ele a convidou para jantar e sugeriu um restaurante chinês. “Você também gosta de comida chinesa?” perguntou sem pensar. “Muito!” Ela achou melhor encontrá-lo no restaurante. “Às 9?” “Ok!” Estava feito. Não sabia bem o motivo, mas sabia exatamente o que vestir. Colocou a roupa sobre a cama, pôs a banheira para encher, pegou o cd.
“Margarida...Mônica, Alfredo...A. Coincidência...” pensou. O manobrista levou o carro. O restaurante ficava numa antiga casa de dois andares. A decoração relaxante tinha elementos modernos e tradicionais chineses. Entrou. Havia poucas pessoas àquela hora. Alguns casais e uma mesa com duas mulheres conversando animadamente. Sentiu medo: “se ele não viesse?” Mal terminou o pensamento, o maitre aproximou-se, chamando-a pelo nome. Sorriu - um pouco assustada- frequentara aquele restaurante por muito tempo, mas era impossível que o maitre se lembrasse dela. Ela mesma não sabia se já o tinha visto antes. Educadamente, ele a conduziu ao segundo andar. Havia apenas um casal sentado no fundo do salão. Onde estaria ele? Novamente o maitre. Desta vez indicou-lhe uma mesa próxima a uma parede de vidro. Dela via as luzes da cidade, o movimento dos carros e uma encosta repleta de bromélias. O cenário era lindo! Não havia lua. O céu estava salpicado de estrelas. Ela adorava o céu de outono. Tão límpido!
Lembrou-se de outras vezes em que estivera naquele mesmo lugar. Um nó apertou sua garganta. Talvez não devesse ter aceitado jantar ali depois de tanto tempo. Olhou em volta e reparou que somente sua mesa tinha flores: margaridas! Sorriu. “Ele é espirituoso!” Um garçom se aproxima e pergunta se ela quer algo. Responde que não. Olha para o relógio e sente-se ridícula, por quanto tempo ficaria esperando? Pensou em ir embora, contudo antes que tomasse qualquer atitude, notou alguém de pé ao seu lado.
Emudeceu. Tudo o que pensara durante o dia, todas as promessas que fizera para si mesma, caíram por terra. Tentou se controlar, dizer alguma coisa. Não conseguiu encontrar ar suficiente para qualquer ação.
Era uma tonta, idiota e ainda por cima não conseguia falar!
Como não percebera? Como não reconhecera? Uma voz carinhosamente interrompe sua tempestade interna. “Calma! Eu explico tudo.” Como se soubesse o que ela sentia naquele momento. Rapidamente tentou fazer um ar de desinteresse, de naturalidade. “Era ele! Seus olhos não mentiam. Era ele!”
Fazia cinco anos. Lembra-se das brigas dos últimos momentos juntos. Da dor que sentiu, quando ele foi embora.
Do sofrimento dos primeiros meses, dos primeiros anos... Tinha conseguido sobreviver. Tinha crescido no trabalho. Era bem-sucedida, mas nunca se curara daquele adeus. Agora que resolve recomeçar, ele ressurge. “Isto não era certo!” Novamente foi interrompida. “Calma!” “Por que ele pedia tanta calma? Como ele sabia o que estava acontecendo dentro dela?” Levantou-se. Iria embora. Tudo aquilo era demais. “Alfredo!”, “Margarida!” “E a boboca acreditando em tudo”. O toque. Ele pega em sua mão e pede que ela fique. Nunca resistira ao seu toque. “Que ódio!” Sentou-se. O mesmo perfume... Estava decepcionada. Tinha imaginado uma noite agradável. E se descobrira fazendo papel de boba. Olhava insitentemente para fora. A paisagem havia mudado. Tudo havia mudado. O toque... Ele pega suavemente em seu queixo e volta o rosto dela para si.Tão próximo assim, seu perfume a desconcerta. “Eu não sabia o que fazer. Eu não sabia como fazer.” Parecia que ele ia chorar. O coração dela se apertou.
“Liguei pra você...quando ouvi a sua voz, não soube o que dizer e inventei aquela história maluca. Me senti ridículo inventando o nome Margarida! Liguei de novo. Queria ouvir novamente a sua voz. Não me contive. Saber que você estava tão perto... Depois achei que seria uma maneira de me aproximar. Dei o nome de Alfredo. Pensei que você pudesse ter alguém.Você sequer reconheceu a minha voz... Fiquei confuso. Telefonei pela manhã pra ter certeza de que nenhum homem atenderia. Adorei ouvir você mal-humorada!” Ela o interrompe.“Por que ninguém me disse que tinha voltado? Estavam todos me fazendo de boba?” “Não!” Ainda não estive com ninguém! A primeira vez que liguei, estava no aeroporto. Agora estou num hotel. Você é a primeira pessoa a saber que estou aqui. Não queria falar com ninguém antes.” Ela sabia que ele era sincero.Nunca mentia. Isto sempre foi o que mais admirou nele. “Por que você voltou? Acabou o mestrado? Não quis continuar os estudos? Sua namorada foi embora?” A gargalhada... Como tinha sentido, por não ouvir mais aquele jeito escancarado de rir. “Terminei o mestrado e tenho indicação para o doutorado. Consegui outra bolsa. E não tive namoradas. Nada que durasse mais de uma noite.” Silêncio.
O garçom trouxe o cardápio, aproveitando que havia calma. Ela não queria nada. Perdera a fome. Ele insiste: “Coma ao menos um rolinho primavera. Você sempre gostou tanto...” Lembrou-se do dia em que subitamente resolvera almoçar num restaurante chinês próximo ao trabalho. “Será que já era um sinal?” Assustou-se ao se dar conta de que as últimas mudanças em sua vida tinham acontecido depois do telefonema. “Você está linda! Sempre ficou linda de azul! Esse tal de Alfredo está perdido, coitado.!” Riram. Ele tocou seus cabelos... Ela se conteve. Sob a mesa cruzara as pernas. Sempre fazia isso quando não conseguia dominar a situação.
Olharam-se fixamente.Tocaram-se profundamente! Ainda há muito para ser dito, mas seus corações já descobriram o mais importante.
Tomaram vinho. Celebraram!
Ela ainda não sabe, mas se pedir, ele não volta para fazer o doutorado. Ele não faz idéia de que se quiser, desta vez ela deixa tudo e vai com ele.
Vinho além da conta...
No rádio do táxi, Djavan! A noite tornou a ser linda!

6 comentários:

  1. Belo conto. Bonito encontro. Lindo texto.

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  2. Valéeria que linda história . Você não ta providenciando um livro não ? pelo amor de Deus , quanto Talento :O

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  3. Ta muito lindo, li escutando 'se - djavan' AHHAAH'
    Nossa, isso ta lindo demais;
    eeu nãosei o que dizer, chorei lendo.
    è tão lindo, e o fim me fez querer ler mais e mais, sei que é tolo dizer isso porque é extamante a intenção, mas sei lá.
    adorei mt mt !
    lindo !

    aaa, eu me lembro de você falando que estava trabalhando num conto no ano passado, vc falou dos telefonemas, mas nunca imaginei ser algo tão bom.
    PARABÉNS, e segue o conselho da Lellis e escreve um livro, guria!

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  4. Adorei! A Barra continua igual...
    PFA

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  5. Eta...Essa Clarice que não nos deixa em paz...

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  6. Amo leitura sou simplismente apaixonada!!!!

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