sábado, 24 de setembro de 2011

Oásis

Jogo-me numa cadeira de balanço imaginária, em uma varanda imaginária, em frente a um jardim que fica diante de um mar azul imaginário. Sinto o cheiro da brisa e os minúsculos respingos do mar. Abro os braços, fecho os olhos, sorrio feliz.

Giro.

Em volta somente a imensidão, imagino. Respiro fundo. O ar fresco alimenta delicadamente tudo em mim. Estou plena, imagino. Nada falta. Ao fundo ouço realmente Califórnia Dreamin’ com Rosa Maria. Viajo sem vontade de voltar. Descanso, então.

domingo, 18 de setembro de 2011

Olhos nos olhos


Meus olhos são naves partidas
De um planeta distante
levando sonhos
levando desejos
levando saudades
levando confissões mudas...


Meus olhos são naves partidas
De um íntimo desconhecido planeta
Levando lágrimas
Levando confidências
Levando tristezas
Levando alegrias...


Meus olhos são naves perdidas
Passando por galáxias
Passando por constelações
Passando por buracos negros
Cruzando o infinito


Meus olhos são naves
Que na imensidão do universo
Encontra abrigo
Somente nos teus.

domingo, 4 de setembro de 2011

Acordos do tempo






_Filho, cuidado! Você vai se machucar...
_Pai, o senhor não pode mais comer isso!
_É assim que se faz. Tenta você agora.
_Não, pai. É muito pesado. Você não tem mais idade...
_ Deixa, filho, que o papai pega.
_ Já tomou seu remédio da pressão?
_ Já fez a lição?
_ Tá na hora de dormir.
_ Não consegue dormir, pai?
_ Durma bem, filho!
_ Durma bem, pai!